IAC 500
Arroz aromático para o Estado de São Paulo

INTRODUÇÃO

O arroz é o principal alimento energético dos brasileiros, sendo o Estado de São Paulo o maior consumidor deste cereal. Por esse motivo importa de outros Estados e do Mercosul mais de 90% do arroz consumido. 
Com a abertura da economia brasileira e da chamada globalização, novos tipos de arroz, como o aromático, especialmente em grandes metrópoles como São Paulo, passaram a ser conhecidos e apreciados. 
Este tipo especial de arroz com origem nas planícies centrais da Tailândia há mais de 4000 A.C., possui sabor natural tipo amanteigado ou parecido com pipoca para microondas. Nas regiões do mundo onde o arroz aromático é apreciado, seu consumo chega a ser quase três vezes maior do que o tipo tradicional (sem aroma), tornando-se um mercado bastante atrativo para os produtores. 
Preocupados com a situação da orizicultura paulista, o IAC procurou dar novo rumo em seus trabalhos de melhoramento genético com enfoque também para novos nichos de mercado e, em 1992, iniciou um programa de cooperação técnica com a Texas A & M University e Agricultural Research Service, US Department of Agriculture, em Beaumont, Texas, para o desenvolvimento de tipos especiais de arroz.
É com grande satisfação que os parceiros dessa pesquisa colocam à disposição dos agricultores de São Paulo e de toda a cadeia.

HISTÓRICO

IAC 500: Originou-se do cruzamento realizado no Texas A & M University Agricultural Research and Extension Center, em Beaumont, Texas, USA, envolvendo os genótipos: Della-X2 e Lemont e retrocruzadas quatro vezes com o progenitor. Della-X2 é um genótipo aromático e Lemont uma das principais cultivares comerciais dos Estados Unidos.
O IAC introduziu para testes várias linhagens da Texas A & M University, em 1992, as quais foram avaliadas e selecionadas para as condições do Estado de São Paulo, dentre elas a RU 8903046 (IAC 500), irmã da cultivar Dellmont, indicada para plantio comercial nos Estados Unidos . 
A IAC 500 é uma cultivar moderna, de porte baixo, ciclo biológico precoce, com elevada resistência ao acamamento e bom potencial produtivo. Suas qualidades tanto industriais como culinárias são excelentes, especialmente pela sua característica aromática, para atender a um nicho.
A 'IAC 500' foi avaliada no Estado de São Paulo, no período de 1995 a 2000, em ensaios comparativos, em dois locais (Mococa e Pindamonhangaba), onde produziu em média 5.560 kg/ha. Em campos de produção de sementes, na Estação Experimental de Agronômia de Mococa, nos anos agrícolas 1998/99 e 1999/2000 produziu 6.100 kg/ha. Essa produtividade comparada às variedades tradicionais (sem aroma), como a IAC 103, chega a serr 15% menor, mas devido ao alto rendimento de grãos inteiros e o preço, por ser cultivar aromático, justifica sua recomendação para plantio no Estado 

RECOMENDAÇÕES

A 'IAC 500' é recomendada para cultivo nas regiões produtoras de arroz do Estado de São Paulo, tanto para o sistema inundado, como para o de terras altas com irrigação suplementar por aspersão.
Para a semeadura, recomenda-se densidade de 200 a 400 sementes viáveis por metro quadrado, ou seja, 50 a 100 kg/ha de sementes.

CARACTERÍSTICAS DA PLANTA

Altura média: 82 cm
Floração média: 75 dias
Maturação média:  110 dias
Cor da planta: verde
 Pilosidade: ausente
Exserção da panícula: completa
Degrane: intermediário
Acamamento: resistente
Perfilhamento: bom
Reação à brusone: moderadamente suscetível

 CARACTERÍSTICAS DOS GRÃOS

Classe: longo fino (agulhinha)
Arista:  ausente
Microaristas: baixa freqüência
Cor das glumelas: palha
Pilosidade das glumelas: ausente
Peso de 100 grãos com casca:  24,6 g
Comprimento do grão polido: 6,80 mm
Largura do grão polido: 2,31 mm
Espessura do grão polido: 1,78 mm
Relação comprimento/largura: 2,94
Teor de amilose:  23,2 (intermediário)
Temperatura de gelatinização: intermediária
Teor do 2 AP (aroma): 965 ng/g

  
CARACTERÍSTICAS INDUSTRIAIS E CULINÁRIAS

Rendimento de engenho: %
              Renda 72
              Grãos inteiros 65
              Grãos quebrados 7
Aspecto do grão polido: vítreo
Aspecto do grão (pós-cozimento):  solto e macio
Sabor: amanteigado ou de pipoca para microondas

 

EQUIPE DE PESQUISA

MELHORISTAS: 
Cândido Ricardo Bastos (Centro de Plantas Graníferas-IAC), Luiz Ernesto Azzini (Centro de Plantas Graníferas-IAC) e Anna Myers McClung (ARS-USDA-Beaumont)

TESTES REGIONAIS E PRODUÇÃO DE SEMENTES:

Paulo Boller Gallo (Estação Experimental de Agronomia de Mococa-IAC),
Omar Vieira Villela (Estação Experimental de Agronomia de Pindamonhangaba-IAC), 
Lúcia Helena Signori Melo de Castro (Centro de Plantas Graníferas-IAC)

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